Figuras de Linguagem

Confira questões resolvidas sobre as Figuras de Linguagem:
 
1) EFOMM 2019 – Leia o trecho abaixo. “Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo.” (3o§) Que figura de linguagem foi utilizada no trecho transcrito?
a) Catacrese.
b) Elipse.
c) Paradoxo.
d) Metonímia.
e) Antítese
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Resposta: c.
Resolução:
Essa combinação de termos opostos (calma e ferocidade) dentro da mesma expressão caracteriza um paradoxo, que é quando ideias contraditórias aparecem juntas para criar um efeito expressivo.
2) ENEM 2024
A rua
A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas.
JOÃO DO RIO. A alma encantadora das ruas. São Paulo: Cia. das Letras, 2008.
Nesse trecho, as metáforas usadas pelo narrador caracterizam a rua como um lugar que retrata a
a) luta pelas posições sociais.
b) transformação cultural da cidade.
c) expressão de emoções conflitantes.
d) tradição musical presente em uma localidade.
e) dinâmica do trabalho na constituição do espaço urbano.
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Resposta: e.
Resolução:
A rua é construída literalmente pelo trabalho humano coletivo, carregando marcas físicas e simbólicas desse esforço.


3)
FUVEST – 2013 – Técnico para Assuntos Administrativos (USP)/Campus de Pirassununga – Adaptada
“Lá fora, a noite é um pulmão ofegante”. Esta oração é um exemplo de uma figura de linguagem chamada:
a) Metonímia
b) Metáfora
c) Ironia
d) Comparação
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Resposta: b.
Resolução:
A resposta certa é b) Metáfora, porque a frase “a noite é um pulmão ofegante” não deve ser entendida literalmente. O autor compara a noite a um pulmão ofegante para transmitir uma sensação mais intensa e expressiva, sem usar palavras como “como” ou “parece”. Isso caracteriza a metáfora.

4) (PUC-SP 2018/1) –  Leia os trechos a seguir:
I – O sol ia subindo, por cima do voo verde das aves itinerantes (A Hora e a vez de A Matraga, in Sagarana, G. Rosa);
II – Aquele grande mar da Odisseia – resplandecente e sonoro, sempre azul, todo azul, sob o voo branco das gaivotas, rolando… (in A Cidade e as Serras – E Queirós)
A função poética nos dois trechos se dá por força de:
a) metáfora, caracterizada pela comparação e pela simples transferência de significados entre as palavras do texto.
b) metonímia, constituída pela tomada do todo pela soma das partes, na caracterização do voo.
c) pleonasmo, verificado na repetição de palavras ligadas à cor das aves, na ação que elas produzem.
d) hipérbole, verificada pelo aumento exagerado do significado da ação dos pássaros, na configuração do voo.
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Resposta: b.
Resolução:
É metonímia porque a palavra “voo” está sendo usada para representar o conjunto das aves em movimento. Em vez de dizer diretamente “as aves verdes” ou “as gaivotas brancas”, o texto destaca o “voo verde” e o “voo branco”. Ou seja, troca-se o elemento principal pelas características ou pelo efeito produzido por ele.


5)
(UFPE) – Assinale a alternativa em que o autor NÃO utiliza prosopopéia.
a) “A luminosidade sorria no ar: exatamente isto. Era um suspiro do mundo.” (Clarice Lispector)
b) “As palavras não nascem amarradas, elas saltam, se beijam, se dissolvem…” (Drummond)
c) “Quando essa não-palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu.” (Clarice Lispector)
d) “A poesia vai à esquina comprar jornal”. (Ferreira Gullar)
e) “Meu nome é Severino, Não tenho outro de pia”. (João Cabral de Melo Neto)
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Resposta: e.
Resolução:
A prosopopeia acontece quando características ou ações humanas são atribuídas a seres sem vida, ideias ou animais. Isso não ocorre na alternativa E.

6) (FUVEST) – A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.

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Resposta: c.
Resolução:
Catacrese acontece quando usamos uma palavra por falta de outra mais específica. No caso de “embarcar no trem”, o verbo “embarcar” originalmente se relacionava a barcos, mas passou a ser usado também para trem, avião, ônibus etc. Esse uso já ficou tão comum que quase nem percebemos a figura de linguagem.

7) (Enem-2001) – Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. Para Garfield, a frase de saudação de Jon (tirinha abaixo) expressa o maior de todos os oxímoros.


Folha de S. Paulo. 31 de julho de 2000.
Nas alternativas abaixo, estão transcritos versos retirados do poema “O operário em construção”. Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em:
a) “Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.”
b) “… a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.”
c) “Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.”
d) “… o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.”
e) “Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.”
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Resposta: b.
Resolução:

A alternativa correta é a B. Há um oxímoro (ou paradoxo) porque a frase aproxima ideias contraditórias: liberdade e escravidão. Esses termos possuem sentidos opostos, mas aparecem relacionados ao mesmo objeto (“a casa que ele fazia”), criando o efeito paradoxal.

8) (ITA – 2002 – 1ª FRASE) – Assinale a figura de linguagem predominante no seguinte trecho:
A engenharia brasileira está agindo rápido para combater a crise de energia.
a) Metáfora.
b) Metonímia.
c) Eufemismo.
d) Hipérbole.
e) Pleonasmo.

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Resposta: b.
Resolução:
Há metonímia porque o termo “engenharia brasileira” está sendo usado no lugar dos engenheiros brasileiros, ou seja, substitui-se o profissional pela área/profissão.