Variações Linguísticas


Confira questões resolvidas sobre as Variações Linguísticas:

1) (Enem)
Mandinga — Era a denominação que, no período das grandes navegações, os portugueses davam à costa ocidental da África. A palavra se tornou sinônimo de feitiçaria porque os exploradores lusitanos consideram bruxos os africanos que ali habitavam — é que eles davam indicações sobre a existência de ouro na região. Em idioma nativo, mandinga designava terra de feiticeiros. A palavra acabou virando sinônimo de feitiço, sortilégio.
(COTRIM, M. O pulo do gato 3. São Paulo: Geração Editorial, 2009. Fragmento)
No texto, evidencia-se que a construção do significado da palavra mandinga resulta de um(a)
a) contexto sócio-histórico.
b) diversidade técnica.
c) descoberta geográfica.
d) apropriação religiosa.
e) contraste cultural.

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Resposta: A.
Resolução: O significado da palavra mandinga mudou por causa do contexto histórico da época das grandes navegações. Os portugueses associaram os povos africanos à feitiçaria por causa das crenças deles, então essa palavrou acabou ganhando outro sentido com o tempo. Ou seja, foi a convivência histórica e cultural entre esses povos que mudou o significado da palavra.

2) IGECAP 2026 – Assinale V OU F sobre os conceitos de variações linguísticas e assinale a sequência correta:
I. ( ) A norma culta é a modalidade correta da língua.
II. ( ) Variação linguística indica erro.
III. ( ) Textos formais não apresentam variação.
IV. ( ) A língua é socialmente heterogênea.
V. ( ) A adequação depende do contexto.
a) F, V, V, V, F
b) F, F, V, F, F
c) V, V, F, F, F
d) V, F, F, F, F
e) V, F, F, V, V

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Resposta: E.
Resolução:
I. V — A norma culta é considerada a forma padrão da língua, usada em situações formais.
II. F — Variação linguística não é erro, é só um jeito diferente de falar dependendo da região, grupo social, idade etc.
III. F — Mesmo textos formais podem ter variações linguísticas.
IV. V — A língua muda de pessoa para pessoa e de lugar para lugar, então ela é heterogênea.
V. V — O jeito de falar depende da situação e do contexto.

3) (ENEM/2017) – Leia o texto a seguir.

TEXTO I

Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiu três cavalheiros
Todos os três de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
A quem Tereza deu a mão
BATISTA, M. F. B. M.; SANTOS, I. M. F. (Org). Cancioneiro da Paraíba. João Pessoa: Grafset, 1993 (adaptado).

TEXTO II
Outra interpretação é feita a partir das condições sociais daquele tempo. Para a ama e para a criança para quem cantava a cantiga, a música falava do casamento como um destino natural na vida da mulher, na sociedade brasileira do século XIX, marcada pelo patriarcalismo. A música prepara a moça para o seu destino não apenas inexorável, mas desejável: o casamento, estabelecendo uma hierarquia de obediência (pai, irmão mais velho, marido), de acordo com a época e circunstâncias de sua vida.
Disponível em: http://provsjose.blogspot.com.br. Acesso em: 5 dez. 2012

O comentário do texto II sobre o Texto I evoca a mobilização da língua oral que, em determinados contextos,
a) assegura a existência de pensamentos contrários à ordem vigente.
b) mantém a heterogeneidade das formas de relações sociais.
c) conserva a influência religiosa sobre certas culturas.
D) preserva a diversidade cultural e comportamental.
e) reforça comportamentos e padrões culturais.

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Resposta: E.
Resolução: O texto II explica que a cantiga passava a ideia de que o casamento era o destino natural da mulher naquela época. Dessa forma, a música ajudava a reforçar os costumes e padrões da sociedade patriarcal, mostrando que a mulher devia obedecer ao pai, ao irmão e depois ao marido. Ou seja, a linguagem oral da cantiga servia para manter esses comportamentos culturais.

4) (Fuvest 2026)
A escola não pode ignorar as diferenças sociolinguísticas. Os professores e, por meio deles, os alunos têm que estar bem conscientes de que existem duas ou mais maneiras de dizer a mesma coisa. E mais, que essas formas alternativas servem a propósitos comunicativos distintos e são recebidas de maneira diferenciada pela sociedade. Os alunos que chegam à escola falando “nós cheguemu”, “abrido” e “ele drome”, por exemplo, têm que ser respeitados e ver valorizadas as suas peculiaridades linguístico-culturais, mas têm o direito inalienável de aprender as variantes de prestígio dessas expressões. Não se lhes pode negar esse conhecimento, sob pena de se fecharem para eles as portas, já estreitas, da ascensão social.
BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemos na escola, e agora?
Sociolinguística & Educação. São Paulo: Parábola, 2005. Adaptado.
De acordo com o texto, cabe aos professores
a) respeitar as variações linguísticas dos alunos, mas solicitar que eles utilizem a norma culta no ambiente escolar.
b) incentivar o uso das variações regionais dos alunos, mas mostrar a eles que a escola recebe variantes de forma preconceituosa.
c) respeitar as particularidades linguísticas dos alunos, mas dar a eles condições de aprender outras variantes.
d) mostrar aos alunos que eles podem cometer erros em relação ao uso de verbos, mas que isso pode ser prejudicial à ascensão social.
e) ensinar aos alunos a norma padrão da língua, mas permitir que eles cometam erros para não serem excluídos pela sociedade.

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Resposta: C.
Resolução: O texto salienta sobre jeito que os alunos falam, e como deve ser respeitado, porque isso faz parte da cultura e da realidade deles. Mas também diz que a escola precisa ensinar a norma padrão, porque ela é importante em várias situações sociais. Então, o papel do professor é respeitar a fala dos alunos e ao mesmo tempo ensinar outras formas de usar a língua.

5) (Fuvest 2024/1ª fase)
“O preconceito linguístico é tanto mais poderoso porque, em grande medida, ele é ‘invisível’, no sentido de que quase ninguém fala dele, com exceção dos raros cientistas sociais que se dedicam a estudá-lo. Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do preconceito linguístico, quem dirá a sua gravidade como um sério problema social.”
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. Edições Loyola, São Paulo, 1999.
Com base na leitura do texto, é possível depreender que o preconceito linguístico, apesar de nocivo para a sociedade, muitas vezes é despercebido. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de preconceito linguístico.
a) A língua falada é um instrumento de sobrevivência em sociedade.
b) A língua varia tão rapidamente quanto as mudanças que ocorrem na sociedade.
c) Existem muitas maneiras de se expressar a mesma ideia.
d) Os habitantes de uma cidade grande não possuem sotaque na língua falada.
e) Todo falante nativo de uma língua a conhece plenamente.

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Resposta: D.
Resolução: A frase da letra D mostra preconceito linguístico porque dá a ideia de que só quem mora no interior ou em certas regiões tem sotaque, quando na verdade todo mundo tem.

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