Neologismo e Estrangeirismo


Confira questões resolvidas sobre Neologismo e Estrangeirismo:

1) (Enem 2012)
Agora eu era herói
E o meu cavalo só falava inglês.
A noiva do cowboy
Era você, além das outras três.
Eu enfrentava os batalhões,
Os alemães e seus canhões.
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês.
CHICO BUARQUE. João e Maria, 1977 (fragmento).
Nos terceiro e oitavo versos da letra da canção, constatase que o emprego das palavras cowboy e rock expressa a influência de outra realidade cultural na língua portuguesa. Essas palavras constituem evidências de
a) regionalismo, ao expressar a realidade sociocultural de habitantes de uma determinada região.
b) neologismo, que se caracteriza pelo aportuguesamento de uma palavra oriunda de outra língua.
c) jargão profissional, ao evocar a linguagem de uma área específica do conhecimento humano.
d) arcaísmo, ao representar termos usados em outros períodos da história da língua.
e) estrangeirismo, que significa a inserção de termos de outras comunidades linguísticas no português.

Ver resposta!
Resposta: E.
Resolução: As palavras “cowboy” e “rock” são termos estrangeiros incorporados diretamente ao português, caracterizando estrangeirismo, ou seja, a influência de outra língua na nossa.

2) (Enem 2002)
Só falta o Senado aprovar o projeto de lei [sobre o uso de termos estrangeiros no Brasil] para que palavras como shopping center, delivery e drive-through sejam proibidas em nomes de estabelecimentos e marcas. Engajado nessa valorosa luta contra o inimigo ianque, que quer fazer área de livre comércio com nosso inculto e belo idioma, venho sugerir algumas outras medidas que serão de extrema importância para a preservação da soberania nacional, a saber:
……..
Nenhum cidadão carioca ou gaúcho poderá dizer “Tu vai” em espaços públicos do território nacional;
Nenhum cidadão paulista poderá dizer “Eu lhe amo” e retirar ou acrescentar o plural em sentenças como “Me vê um chopps e dois pastel”;
……….
Nenhum dono de borracharia poderá escrever cartaz com a palavra “borraxaria” e nenhum dono de banca de jornal anunciará “Vende-se cigarros”;
……….
Nenhum livro de gramática obrigará os alunos a utilizar colocações pronominais como “casar-me-ei” ou “ver-se-ão”.
PIZA, Daniel. Uma proposta imodesta. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 8/04/2001.
No texto acima, o autor:
a) mostra-se favorável ao teor da proposta por entender que a língua portuguesa deve ser protegida contra deturpações de uso.
b) ironiza o projeto de lei ao sugerir medidas que inibam determinados usos regionais e socioculturais da língua.
c) denuncia o desconhecimento de regras elementares de concordância verbal e nominal pelo falante brasileiro.
d) revela-se preconceituoso em relação a certos registros linguísticos ao propor medidas que os controlem.
e) defende o ensino rigoroso da gramática para que todos aprendam a empregar corretamente os pronomes.

Ver resposta!
Resposta: B.
Resolução: O autor utiliza ironia ao exagerar nas sugestões de proibição de usos linguísticos variados, criticando indiretamente o projeto de lei e mostrando que a língua é diversa e influenciada por fatores regionais e sociais.

5 Visitas totales
3 Visitantes únicos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *