
Confira questões resolvidas sobre os Pronomes Pessoais:
1) (Enem–2009) – Páris, filho do rei de Troia, raptou Helena, mulher de um rei grego. Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XIII e XII a.C. Foi o primeiro choque entre o Ocidente e o Oriente. Mas os gregos conseguiram enganar os troianos. Deixaram à porta de seus muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos, felizes com o presente, puseram-no para dentro. À noite, os soldados gregos, que estavam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas da fortaleza para a invasão. Daí surgiu a expressão “presente de grego”.
DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Em “puseram-no”, a forma pronominal “no” refere-se
a) ao termo “rei grego”.
b) ao antecedente “gregos”.
c) ao antecedente distante “choque”.
d) à expressão “muros fortificados”.
e) aos termos “presente” e “cavalo de madeira”.Ver resposta!
Resolução: O pronome “no” em “puseram-no” funciona como objeto direto e retoma o termo masculino singular anteriormente citado “o presente”, que no contexto é o “cavalo de madeira”.
2) (FGV-SP) – Assinale o item em que há erro quanto ao emprego dos pronomes “se”, “si” ou “consigo”.
a) Feriu-se quando brincava com o revólver e o virou para si.
b) Ele só cuidava de si.
c) Quando V.S.ª vier, traga consigo a informação pedida.
d) Ele se arroga o direito de vetar tais artigos.
e) Espere um momento, pois tenho de falar consigo.Ver resposta!
Resolução: O pronome “consigo” é reflexivo e só deve ser usado quando se refere ao sujeito da oração. Em “tenho de falar consigo”, o sujeito é “eu”, mas “consigo” se refere ao interlocutor (“você”), o que torna o uso inadequado. O certo seria “falar com você”.
3) (Fuvest) – Assinale a alternativa onde o pronome pessoal está empregado corretamente:
a) Este é um problema para mim resolver.
b) Entre eu e tu não há mais nada.
c) A questão deve ser resolvida por eu e você.
d) Para mim, viajar de avião é um suplício.
e) Quanto voltei a si, não sabia onde me encontrava.Ver resposta!
Resolução: Na letra A, o correto seria “para eu resolver”; na B o certo “Entre mim e ti”; já na C o correto seria “por mim e você”; e por fim, na E o certo seria “voltei a mim”.
4) (ITA) – Assinale a incorreta:
a) Não vá sem eu.
b) Ele é contra eu estar aqui.
c) Ele é contra mim, estar aqui é crime.
d) Como eu estava doente, não houve palestra.
e) Não haveria entre mim e ti entendimento possível.Ver resposta!
Resolução: Após preposição (“sem”), deve-se usar pronome oblíquo tônico (mim), e não “eu”; o correto é “Não vá sem mim”.
5) FATEC – O pronome pessoal oblíquo átono está bem colocado em:
a) Certos pormenores não te interessam
b) Queremos que todos sintam-se felizes
c) Me empresta o lápis?
d) As cartas que enviaram-nos serão respondidas brevemente
e) Não contar-te-ei a última novidadeVer resposta!
Resolução: Na letra A, o pronome “te” está bem colocado porque a palavra de sentido negativo “não” é um fator atrativo, exigindo obrigatoriamente a próclise (pronome antes do verbo).
6) (Mackenzie) – “Este inferno de amar – como eu amo! – / Quem mo pôs aqui n’alma … quem foi? / Esta chama que alenta e consome, / Que é a vida – e que a vida destrói – / Como é que se veio a atear, / Quando – ai quando se há-de apagar? (Almeida Garret)
No texto, os pronomes eu – quem – esta, são, respectivamente:
a) indefinido – pessoal – indefinido
b) pessoal – interrogativo – demonstrativo
c) pessoal – indefinido – demonstrativo
d) interrogativo – pessoal – indefinido
e) indefinido – pessoal – interrogativoVer resposta!
Resolução:
eu” → pronome pessoal (1ª pessoa do singular);
“quem” → pronome interrogativo (apresenta uma pergunta: “quem foi?”);
“esta” → pronome demonstrativo (referindo a “esta chama”).
7) (UF-PR) – Aponte a alternativa que contém o período correto quanto à colocação do pronome pessoal:
a) Se encontrá-lo, não lhe diga que viu-me.
b) Se o encontrar, não lhe diga que viu-me.
c) Se encontrá-lo, não diga-lhe que me viu.
d) Se o encontrar, não diga-lhe que me viu.
e) Se o encontrar, não lhe diga que me viu.Ver resposta!
Resolução:
Após a conjunção subordinativa “se”, acontece próclise → “Se o encontrar” (e não “encontrá-lo”).
Com palavra negativa, também ocorre próclise → “não lhe diga” (e não “diga-lhe”).
Em oração subordinada (“que…”), o pronome também tende à próclise → “que me viu” (e não “viu-me”).
8) (ESAF) – O pronome pessoal está empregado incorretamente em:
a) Não consegui entendê-lo naquela confusão.
b) É para mim fiscalizar aqueles volumes.
c) Tudo ficou esclarecido entre mim e ti.
d) Por favor, mande-o entrar e sentar-se.
e) Fizeram-no esperar demais hoje.Ver resposta!
Resolução: A alternativa B está incorreta porque, embora “mim” seja forma correta após preposição (“para”), ele não pode funcionar como sujeito de verbo no infinitivo; como “fiscalizar” exige sujeito, deve-se usar o pronome do caso reto (“eu”), ficando “É para eu fiscalizar aqueles volumes.”
9) (TRE-MT) – A alternativa em que o emprego do pronome pessoal não obedece à norma culta brasileira é:
a) Fizeram tudo para eu ir lá.
b) Ninguém lhe ouvia as queixas.
c) O vento traz consigo a tempestade.
d) Trouxemos um presente para si.
e) Não vá sem mim.Ver resposta!
Resolução: Trouxemos um presente para si => “si” é pronome reflexivo de 3ª pessoa e deve referir-se ao sujeito da oração; aqui não há referência adequada, o correto seria “para você”, “para ele/ela”, conforme o contexto.
10) (ETF-SP) – Em “O casal de índios levou-os à sua aldeia, que estava deserta, onde ofereceu frutas aos convidados”, temos:
a) dois pronomes possessivos e dois pronomes pessoais
b) um pronome pessoal, um pronome possessivo e dois pronomes relativos
c) dois pronomes pessoais e dois pronomes relativos
d) um pronome pessoal, um pronome possessivo, um pronome relativo e um pronome interrogativo
e) dois pronomes possessivos e dois pronomes relativosVer resposta!
Resolução:
“os” (em levou-os) = pronome pessoal oblíquo;
“sua” = pronome possessivo;
“que” = pronome relativo (retoma “aldeia”);
“onde” = pronome relativo (indica lugar).
11) (ES.Uberaba-MG) – Assinale o exemplo que contém mal emprego do pronome pessoal.
a) Nada mais há entre mim e ti.
b) Nada mais há entre eu e ti.
c) Nada mais há entre mim e ele.
d) Nada mais há entre ele e você.
e) Nada mais há entre ele e ela.Ver resposta!
Resolução: Após a preposição “entre”, a norma culta exige o uso de pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, ele, ela), e não pronomes do caso reto (eu, tu).
12) (Acafe 2015/2) – Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos pronomes pessoais e das formas verbais.
a) Fica frio, porque nós iremos contigo ao colégio falar com a professora do teu irmão.
b) Venha participar do Mutirão da Esperança e traga tua contribuição. Florianópolis te espera e conta com sua boa vontade.
c) Preste atenção ao que vou te dizer agora: esquece-me!
d) Organiza a papelada que falta e não se preocupe, pois nós lhe acompanharemos até o fim.Ver resposta!
Resolução: Há harmonia entre o pronome pessoal oblíquo “contigo” (referente à segunda pessoa, tu) e o possessivo “teu” (também referente a tu). A linguagem coloquial/informal (“Fica frio”) não invalida a correção gramatical da estrutura sintática.
