
Confira questões resolvidas sobre Verbos:
1) (Ufu) – Na Olimpíada da crise, os convidados especiais não vão contar assim com tanta mordomia. Graças à baixa procura e ao desinteresse dos patrocinadores, o comitê organizador dos Jogos está com dificuldade de erguer camarotes para algumas modalidades. O de vôlei de praia, esporte no qual o Brasil é destaque, não vai dispor da estrutura. O camarote para o tênis, no Parque Olímpico, também foi cancelado. A construção ocorre apenas se os pedidos são suficientes para compensar os custos.
Veja, ed. 2460, ano 49, nº. 2, 13 de janeiro de 2016, p. 29.
No último período do texto, as formas verbais em destaque foram empregadas para
a) expressar temporalmente o futuro.
b) representar eventos sem historicidade.
c) expressar fatos que independem do tempo cronológico.
d) expressar atitude do enunciador.Ver resposta!
Resolução: No trecho “A construção ocorre apenas se os pedidos são suficientes…”, os verbos estão conjugados no presente do indicativo, porém não indicam algo que já está acontecendo agora. Eles expressam uma condição para um evento que ainda vai acontecer (a possível construção dos camarotes).
2) (Enem–2002) – “Narizinho correu os olhos pela assistência. Não podia haver nada mais curioso. Besourinhos de fraque e flores na lapela conversavam com baratinhas de mantilha e miosótis nos cabelos. Abelhas douradas, verdes e azuis, falavam mal das vespas de cintura fina – achando que era exagero usarem coletes tão apertados. Sardinhas aos centos criticavam os cuidados excessivos que as borboletas de toucados de gaze tinham com o pó das suas asas. Mamangavas de ferrões amarrados para não morderem. E canários cantando, e beija-flores beijando flores, e camarões camaronando, e caranguejos caranguejando, tudo que é pequenino e não morde, pequeninando e não mordendo.”
LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho.
São Paulo: Brasiliense, 1947.
No último período do trecho, há uma série de verbos no gerúndio que contribuem para caracterizar o ambiente fantástico descrito. expressões como “camaronando”, “caranguejando” e “pequeninando” e “não mordendo” criam, principalmente, efeitos de
a) esvaziamento de sentido.
b) monotonia do ambiente.
c) estaticidade dos animais.
d) interrupção dos movimentos.
e) dinamicidade do cenário.Ver resposta!
Resolução: Os verbos no gerúndio indicam ações em andamento, transmitindo a ideia de movimento contínuo. Isso faz com que o ambiente descrito pareça vivo, ativo e em constante transformação, salientando o caráter fantástico e animado da cena.
3) (Ufu) – Assinale a alternativa cujo termo em negrito exprime um fato que NÃO pertence a um tempo determinado.
a) Em 2014, uma tendência se consolidou: produtos digitais estão cada vez mais sendo vendidos do mesmo jeito que a maioria das churrascarias serve carne: em sistemas de rodízio. Mas isso não quer dizer que o modelo esteja decidido. (Superinteressante, ed. 34, fev. 2015, p. 20)
b) As inovações dão fôlego à civilização: quando um novo passo da ciência origina um produto disruptor, surgem mercados que alimentam a economia. (Veja, 3 dez. 2014)
c) Especialistas têm desenvolvido treinos que ajudam a restaurar o equilíbrio. A reabilitação vestibular, por exemplo, envolve atividades para os olhos e a cabeça que buscam estimular o cérebro a lidar com sinais distorcidos que vêm da orelha interna. (Mente e Cérebro, Ano XXI, No 265, p.31)
d) A busca por inovar, uma capacidade (até onde se sabe) exclusiva do Homo Sapiens, é o motor das engrenagens da civilização. Inovações, sempre nascidas para solucionar necessidades pulsantes da humanidade, levam a transformações definitivas no modo como produzimos e dão início a mudanças profundas nas relações humanas. (Veja, 3 dez. 2014)Ver resposta!
Resolução: O verbo “serve”, embora esteja no presente do indicativo e inserido em um texto que menciona 2014, expressa um valor habitual e genérico, caracterizando uma prática comum das churrascarias que independe de um momento específico, ou seja, trata-se de um fato de validade geral, não restrito a um tempo determinado.
4) (TRE-RJ) – Alguns tempos do modo indicativo podem ser utilizados com valor imperativo. Está neste caso o verbo sublinhado na seguinte alternativa:
a) Faça logo esse serviço!
b) Não matarás, diz a Bíblia.
c) Saiam logo depois do sinal.
d) Prestem atenção ao que foi dito.
e) Não desçam correndo a escada.Ver resposta!
Resolução: O verbo “matarás”, embora esteja no futuro do presente do indicativo, está sendo empregado com valor imperativo, exprimindo uma ordem ou mandamento.
5) (CESGRANRIO) – Assinale a forma errada do verbo pontear:
a) ponteias
b) ponteiamos
c) pontearei
d) ponteiam
e) ponteieVer resposta!
Resolução: O verbo “pontear” no pretérito perfeito do indicativo é PONTEAMOS.
6) (FUVEST) – Passando-se o verbo do trecho: “aquilo que o auditório já sabe” para o futuro composto do subjuntivo, obtém-se a forma verbal:
a) terá sabido
b) ter sabido
c) tiver sabido
d) tenha sabido
e) souberVer resposta!
Resolução: A alternativa correta é c) tiver sabido, pois o futuro composto do subjuntivo é formado pelo futuro do subjuntivo do verbo auxiliar “ter” (tiver) + particípio do verbo principal (sabido), resultando em “tiver sabido”.
7) (UFF) – Assinale a frase em que há um erro de conjugação verbal:
a) Requeiro-lhe um atestado de bons antecedentes.
b) Ele interviu na questão.
c) Eles foram pegos de surpresa.
d) O vendeiro proveu o seu armazém do necessário.
e) Os meninos desavieram-se por causa do jogo.Ver resposta!
Resolução: O verbo “intervir” segue a conjugação de “vir” e, no pretérito perfeito, a forma correta é “interveio” (assim como “vir → veio”), e não “interviu”.
8) VUNESP 2025 – Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Caetano Cury, Téo & o mini mundo: o lugar do outro)
Em “Algumas pessoinhas corajosas negam que podem morrer.”, o verbo destacado pode ser substituído, preservando o sentido original e a correção gramatical, por:
a) teriam podido
b) podia
c) puderam
d) possam
e) pudesseVer resposta!
Resolução: A forma original se encontra no presente do indicativo, indicando possibilidade real/geral. Ao substituir após “negam que”, o verbo deve ir ao presente do subjuntivo: POSSAM.
9) (MED – SANTOS) – A forma que pode estar no futuro do subjuntivo é:
a) Quando virdes a realidade dos fatos…
b) Se irmos diretamente ao assunto…
c) Quando vos verdes em idênticas situações…
d) Se susterdes a palavra…
e) Se vós imposerdes a vossa ideia…Ver resposta!
Resolução: a) “Quando virdes a realidade dos fatos…” está no futuro do subjuntivo (ver → quando eu vir, tu vires, vós virdes).
10) (FGV-2004) – Assinale a alternativa em que o particípio sublinhado está corretamente utilizado.
a) O diretor tinha suspenso a edição do jornal antes da publicação da notícia.
b) Lourival tinha chego ao mercado. Marli o esperava próxima da barraca de frutas.
c) O coroinha havia já disperso a multidão que estava em volta da Matriz.
d) A correspondência não foi entregue no escritório.
e) Diogo tinha expulso os índios que cercavam o povoado.Ver resposta!
Resolução: A letra D está correta porque usa adequadamente o particípio regular do verbo entregar (entregado/entregue, sendo entregue o mais usado na voz passiva com “ser/estar”).
11) (UFV-1996) – Certos verbos recebem um “i” eufônico depois da última vogal do tema toda vez que sobre ela incide a tônica. Eis dois exemplos nas palavras em maiúsculo:
a) “Namorado não PRECISA ser o mais bonito…” – “… sua frio e quase DESMAIA.”
b) “… quem se deixa ACARICIAR sem vontade…” – “… ânsia enorme de VIAJAR…”
c) “… quem não gosta de DORMIR agarrado…” – “… nem de FICAR horas e horas olhando…”
d) “… quem não se CHATEIA com o fato…” – “… PASSEIE de mãos dadas…”
e) “… SAIA do quintal de si mesma…” – “… SORRIA lírios para quem passe debaixo de sua janela.Ver resposta!
Resolução: O tal “i” eufônico aparece quando a tonicidade incide sobre a vogal final do tema em certas formas verbais, como por exemplo em CHATEIA (de chatear) e PASSEIE (de passear). Nelas se insere o “i” para evitar um hiato desagradável e facilitar a pronúncia.
12) (FUVEST-SP–2009) – “Assim se explicam a minha estada debaixo da janela de Capitu e a passagem de um cavaleiro, um dandy, como então dizíamos. Montava um belo cavalo alazão, firme na sela, rédea na mão esquerda, a direita à cinta, botas de verniz, figura e postura esbeltas: a cara não me era desconhecida. Tinham passado outros, e ainda outros viriam atrás; todos iam às suas namoradas. era uso do tempo namorar a cavalo. Relê Alencar: ‘Porque um estudante (dizia um dos seus personagens de teatro de 1858) não pode estar sem estas duas coisas, um cavalo e uma namorada’. Relê Álvares de Azevedo. Uma das suas poesias é destinada a contar (1851) que residia em Catumbi, e, para ver a namorada no Catete, alugara um cavalo por três mil-réis…”
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro.
As formas verbais “Tinham passado” e “viriam” traduzem ideia, respectivamente, de anterioridade e de posterioridade em relação ao fato expresso pela palavra
a) “explicam”.
b) “estada”.
c) “passagem”.
d) “dizíamos”.
e) “montava”.Ver resposta!
Resolução: “Tinham passado” indica ação anterior e “viriam” indica ação posterior, ambas em relação ao fato central expresso por “passagem de um cavaleiro”, que funciona como referência temporal no trecho.
13) Enem 2018

Nesse texto, busca-se convencer o leitor a mudar seu comportamento por meio da associação de verbos no modo imperativo à
a) indicação de diversos canais de atendimento.
b) divulgação do Centro de Defesa da Mulher.
c) informação sobre a duração da campanha.
d) apresentação dos diversos apoiadores.
e) utilização da imagem das três mulheres.Ver resposta!
Resolução: O texto combina verbos no modo imperativo (“rompa”, “denuncie”, “ligue”) com a imagem das três mulheres, que representam silêncio, omissão e sofrimento. Isso traz um apelo emocional ao leitor para que ele fique propenso a mudar de comportamento.
14) Unicamp 2025
Qual o macete de ‘Macetando’?
Macetar, verbo transitivo: “golpear (alguém ou algo) com maceta ou macete, um martelo de cabo curto”. A definição está nos dicionários, mas o carnaval, como de praxe, mascarou o significado a seu bel-prazer. O coro da multidão que acompanhou Ivete Sangalo na abertura da folia de Salvador comprova que essa é a época ideal para enriquecer o vocabulário. Música gravada pela cantora baiana com participação de Ludmilla, “Macetando” despontou como hit nacional ao encher a boca do povo com o refrão-chiclete: “Ah, bebê, é a Veveta que tá no comando / Macetando, macetando, macetando…”.
(Adaptado de CUNHA, G. Qual o macete de ‘macetando’? O Globo (versão online), 10/02/2024.)
Na letra da música em questão, um dos aspectos que contribuem para o mascaramento do significado de macetar é
a) a ocultação do sujeito do verbo.
b) o uso repetido do verbo no gerúndio.
c) o processo de adjetivação do verbo.
d) a ausência de complemento para o verbo.Ver resposta!
Resolução: O verbo “macetar” é transitivo (ou seja, exige complemento: macetar algo/alguém), entretanto, na música, aparece sem esse complemento (“macetando, macetando…”), o que abre espaço para interpretações variadas e contribui para o “mascaramento” do sentido original.
