Brasil Colônia


Confira questões resolvidas sobre o Brasil Colônia:

1) (FUVEST-SP–2008) – A atividade extrativista desenvolvida na Amazônia, durante o Período Colonial, foi importante, porque
a) garantiu a ocupação da região e aproveitou a mão de obra indígena local.
b) reproduziu, na região, a estrutura da grande propriedade monocultora.
c) gerou riquezas e permitiu a abertura de estradas na região.
d) permitiu a integração do Norte do Brasil ao contexto andino.
e) inviabilizou as aspirações holandesas de ocupação da floresta.

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Resposta: A.
Resolução: Durante o Período Colonial, a exploração das chamadas drogas do sertão (como cacau, guaraná e cravo) estimulou a ocupação da Amazônia pelos portugueses. Essa atividade utilizava principalmente a mão de obra indígena, que possuía conhecimento sobre a floresta e seus recursos naturais.

2) (Enem 2011) – O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras. (CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.
Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de:
a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.
e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.

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Resposta: A.
Resolução: O açúcar era um produto bastante valorizado no mercado europeu e tinha grande procura, o que proporcionava altos lucros. Portugal aproveitou as condições favoráveis do território brasileiro para estabelecer a produção açucareira em larga escala, baseada no sistema de plantation, com latifúndios, monocultura e trabalho escravizado, atendendo aos interesses econômicos do Antigo Sistema Colonial.

3) (UNAERP-SP) – Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro. Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:
a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil.
b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.
c) criação das capitanias hereditárias.
d) montagem do sistema colonial.
e) criação e distribuição das sesmarias.

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Resposta: C.
Resolução: Em 1534, Portugal implantou o sistema de capitanias hereditárias, dividindo o território brasileiro em grandes lotes de terra entregues a donatários, responsáveis por promover a ocupação, a defesa e o desenvolvimento econômico da colônia. O objetivo era colonizar e administrar o território com menor custo para a Coroa portuguesa.

4) (Fuvest-SP) – Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que:
a) atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizaram a mineração.
b) a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c) a mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo na independência do Brasil.
d) o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
e) a mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil e foi fator de diferenciação da sociedade.

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Resposta: E.
Resolução: A atividade mineradora, principalmente no século XVIII, estimulou o comércio e a circulação de pessoas entre diferentes regiões da colônia, integrando economicamente o território. Além disso, favoreceu o crescimento de vilas e cidades e promoveu uma maior diversificação social, com o surgimento de novos grupos sociais ligados ao comércio, ao artesanato e à administração.

5) (UFRGS 2016) – Leia o segmento abaixo.
Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial.
ALENCASTRO, L.F. O trato dos viventes; formação do Brasil no Atlântico sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 9.
Considerando a história brasileira, assinale a alternativa correta.
a) A realidade territorial do Brasil foi definida exclusivamente em tratados diplomáticos, estabelecidos durante os conflitos entre Portugal e Espanha.
b) A compreensão da história brasileira exige o entendimento das relações sociais e econômicas, mantidas pelos colonos com a África e com a Europa.
c) A história da formação do Brasil é independente da relação comercial entre as diversas regiões do território brasileiro.
d) A ocupação da zona litorânea e a do interior do Brasil foram simultâneas.
e) O território do Brasil colonial é desimportante para o estudo da história brasileira.

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Resposta: B.
Resolução: A ideia central do texto de Alencastro é que a história colonial brasileira não deve ser estudada apenas pela formação e expansão territorial, mas também pelas relações econômicas e sociais estabelecidas entre o Brasil, a África e a Europa, especialmente por meio do comércio atlântico e do tráfico de escravizados.

6) (Acafe 2015/2) – Sobre a economia do período colonial no Brasil é correto afirmar, exceto:
a) As armações que pescavam baleias também aparecem no contexto econômico da colônia. Em Santa Catarina, a atual praia da Armação do Pântano do Sul no município de Florianópolis e o município de Governador Celso Ramos tiveram armações baleeiras.
b) A pecuária e a ação dos tropeiros exerceram importante papel na expansão territorial do Brasil. Estabeleceram-se ligações entre litoral e interior e intensificou-se o comércio na região mineradora.
c) Durante o ciclo do ouro surgiram vários centros urbanos no interior da colônia, além do comércio de charque e muares nos núcleos de mineração.
d) Com a expulsão dos holandeses do Nordeste, a economia açucareira voltou a crescer e o açúcar proporcionou o surgimento de um grande comércio interno entre o Nordeste e o Sudeste.

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Resposta: D.
Resolução: A expulsão dos holandeses do Nordeste, em 1654, não provocou a retomada do crescimento da economia açucareira. Pelo contrário, a produção brasileira passou a enfrentar forte concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas, que contribuiu para a queda dos preços e a perda de mercado do açúcar brasileiro na Europa.

7) (Enem–2009 / Prova anulada) – Quando tomaram a Bahia, em 1624-1625, os holandeses promoveram também o bloqueio naval de Benguela Luanda, na costa africana. Em 1637, Nassau enviou uma frota do Recife para capturar São Jorge da Mina, entreposto português de comercio do ouro e de escravos no litoral africano (atual Gana). Luanda, Benguela e São Tomé caíram nas mãos dos holandeses entre agosto e novembro de 1641. A captura dos dois polos da economia de plantações mostrava-se indispensável para o implemento da atividade açucareira.
ALENCASTRO, L.E Com quantos escravos se constrói um país? In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, ano 4, dez. 2008 (Adaptação). Os polos econômicos aos quais se refere o texto são
a) as zonas comerciais americanas e as zonas agrícolas africanas.
b) as zonas comerciais africanas e as zonas de transformação e melhoramento americanas.
c) as zonas de minifúndios americanas e as zonas comerciais africanas.
d) as zonas manufatureiras americanas e as zonas de entreposto africano no caminho para Europa.
e) as zonas produtoras escravistas americanas e as zonas africanas produtoras de escravos.

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Resposta: E.
Resolução: O texto demonstra que os holandeses precisavam controlar tanto as regiões produtoras de açúcar no Brasil quanto os entrepostos africanos de tráfico de escravizados, como Luanda e Benguela. Isso porque a produção açucareira colonial dependia da mão de obra escravizada trazida da África. Logo, controlar os dois polos era fundamental para garantir o funcionamento e a lucratividade do sistema de plantation.

8) (FGV-SP) – As tentativas francesas de estabelecimento definitivo no Brasil ocorreram entre a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVII. As regiões que estiveram sob ocupação francesa foram
a) Rio de Janeiro (França Antártica) e Pernambuco (França Equinocial).
b) Pernambuco (França Antártica) e Santa Catarina (França Equinocial).
c) Bahia (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica).
d) Maranhão (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica).
e) Espírito Santo (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica).

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Resposta: D.
Resolução: A França Antártica foi uma tentativa de colonização francesa no Rio de Janeiro, iniciada em 1555, na região da Baía de Guanabara. Já a França Equinocial ocorreu no Maranhão, a partir de 1612, com a fundação da cidade de São Luís. Ambas foram tentativas que acabaram por ser derrotadas pelos portugueses.

9) (UFPE) – A presença holandesa no Brasil Colonial é tema que se destaca nos estudos historiográficos. Sobre o governo de Nassau (1637-1644) e sua época, sempre surgem comentários e debates; porém, podemos afirmar que
a) a recuperação da autonomia política de Portugal, nesse período, deu mais condições para esse país desenvolver relações com os holandeses no Brasil.
b) Nassau não teve qualquer conflito com os nativos; apenas se desentendeu com o comando europeu da Companhia das Índias.
c) a atuação de Nassau em nada modificou as relações dos holandeses com os senhores de engenho, fracassando, porém, na expansão militar e na exportação de açúcar.
d) sua administração se restringiu a fazer benefícios à parte central do Recife, onde habitava com a sua família e onde construiu as obras mais importantes.
e) não houve na sua administração nenhuma preocupação com as conquistas militares; seus interesses se voltavam sobretudo para a arte renascentista.

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Resposta: A.
Resolução: Durante o governo de Nassau (1637–1644), ocorreu a Restauração Portuguesa (1640), que pôs fim ao domínio espanhol sobre Portugal. A recuperação da autonomia política portuguesa favoreceu o estabelecimento de relações diplomáticas e comerciais com os holandeses, inclusive no contexto da presença neerlandesa no Brasil.

10) (FUVEST-SP) – No século XVIII, o governo português incorporou a maior parte da Amazônia ao seu domínio. A ampliação dessa fronteira da colônia portuguesa deveu-se
a) aos acordos políticos entre Portugal e França.
b) às lutas de resistência das populações indígenas.
c) ao início da exploração e exportação da borracha.
d) à expulsão dos jesuítas favoráveis à dominação espanhola.
e) à exploração e comercialização das drogas do sertão.

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Resposta: E.
Resolução: Durante o período colonial, a exploração de produtos naturais da Amazônia estimulou a ocupação do interior da região pelos portugueses. Essa atividade, conhecida como exploração das drogas do sertão, contribuiu para a expansão territorial portuguesa e para a consolidação de seu domínio sobre a Amazônia.

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