Pronomes Possessivos


Confira questões resolvidas sobre os Pronomes Possessivos:

1) (UFTM-MG–2007) – Atenha-se à seguinte passagem: “[…] dia a dia a sua influência se foi sentindo.” Assinale a alternativa em que o pronome destacado tem sentido de possessivo, como o pronome – sua – empregado nessa passagem.
a) Volvia-se preguiçoso, resignando-se, vencido, às imposições do Sol.
b) E ali, naquela estreita salinha, sossegada e humilde.
c) A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevisíveis.
d) Uma transformação operava-se nele, dia a dia.
e) Operava-se nele, dia a dia, reviscerando-lhe o corpo.

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Resposta: E.
Resolução:
A alternativa correta é a letra E, pois o pronome “lhe” exerce valor possessivo ao indicar que o corpo pertence à pessoa referida (equivalente a “seu corpo”), assim como “sua” na frase original indica posse.

2) (IBGP) – Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são pronomes possessivos.
a) ( ) Nosso – deste – que.
b) ( ) Quem – essa – seu.
c) ( ) Nosso – seu – que.
d) ( ) Nosso – seu – suas.

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Resposta: D.
Resolução:
d) ( ) Nosso – seu – suas.

3) (Copeve-Ufal) – Que frase abaixo apresenta pronome(s) possessivo(s)?
a) Aqueles meninos são do morro.
b) Lá que moram meus amigos, meus irmãos.
c) Eu gosto disso.
d) Esse é o morro.
e) Eu também sou bambambã.

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Resposta: B.
Resolução:
Os pronomes nos trechos “MEUS amigos” e “MEUS irmãos” estão indicando ideia de posse.

4) UNESP 2010 – Instrução: A questão tomam por base o seguinte fragmento do livro Reflexões sobre a linguagem, de Noam Chomsky (1928-):
Por que estudar a linguagem? Há muitas respostas possíveis e, ao focalizar algumas delas, não pretendo, é claro, depreciar outras ou questionar sua legitimidade. Algumas pessoas, por exemplo, podem simplesmente achar os elementos da linguagem fascinantes em si mesmos e querer descobrir sua ordem e combinação, sua origem na história ou no indivíduo, ou os modos de sua utilização no pensamento, na ciência ou na arte, ou no intercurso social normal. Uma das razões para estudar a linguagem – e para mim, pessoalmente, a mais premente delas – é a possibilidade instigante de ver a linguagem como “um espelho do espírito”, como diz a expressão tradicional. Com isto não quero apenas dizer que os conceitos expressados e as distinções desenvolvidas no uso normal da linguagem nos revelam os modelos do pensamento e o universo do “senso comum” construídos pela mente humana. Mais intrigante ainda, pelo menos para mim, é a possibilidade de descobrir, através do estudo da linguagem, princípios abstratos que governam sua estrutura e uso, princípios que são universais por necessidade biológica e não por simples acidente histórico, e que decorrem de características mentais da espécie. Uma língua humana é um sistema de notável complexidade. Chegar a conhecer uma língua humana seria um feito intelectual extraordinário para uma criatura não especificamente dotada para realizar esta tarefa. Uma criança normal adquire esse conhecimento expondo-se relativamente pouco e sem treinamento específico. Ela consegue, então, quase sem esforço, fazer uso de uma estrutura intrincada de regras específicas e princípios reguladores para transmitir seus pensamentos e sentimentos aos outros, provocando nestes ideias novas, percepções e juízos sutis.
(Noam Chomsky. Reflexões sobre a linguagem. Trad. Carlos Vogt. São Paulo: Editora Cultrix, 1980.)
No terceiro período do texto, o autor emprega três vezes o possessivo “sua”.
Considerando que os possessivos apresentam nos textos uma função anafórica, ou seja, fazem referência a um termo oracional anterior, aponte a alternativa que indica o núcleo desse termo:
a) elementos.
b) linguagem.
c) pessoas.
d) ordem.
e) ciência.

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Resposta: A.
Resolução:
O pronome “sua” retoma “elementos da linguagem”, como se confirma pelo trecho “…SUA ordem e combinação, SUA origem na história ou no indivíduo, ou os modos de SUA utilização no pensamento…”; assim, o possessivo refere-se a esses elementos, sendo “elementos” o núcleo do termo retomado.

5) (G1) – Em “O casal de índios levou-os à sua aldeia, que estava deserta, onde ofereceu frutas aos convidados”, temos:
a) dois pronomes possessivos e dois pronomes pessoais;
b) um pronome pessoal, um pronome possessivo e dois pronomes relativos;
c) dois pronomes pessoais e dois pronomes relativos;
d) um pronome pessoal, um pronome possessivo, um pronome relativo e um pronome interrogativo;
e) dois pronomes possessivos e dois pronomes relativos.

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Resposta: B.
Resolução:

– “os” → pronome pessoal oblíquo (retoma “os convidados”);
– “sua” → pronome possessivo;
– “que” → pronome relativo (retoma “aldeia”);
– “onde” → pronome relativo (indica lugar, retomando “aldeia”).

6) (DMAE) – Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
“Só Gabriela parecia não sentir a caminhada, seus pés como que deslizando pela picada muitas vezes aberta na hora a golpes de facão, na mata virgem. Como se não existissem as pedras, os tocos, os cipós emaranhados. A poeira dos caminhos da caatinga a cobrira tão por completo que era impossível distinguir seus traços. Nos cabelos já não penetrava o pedaço de pente, tanto pó se acumulara. Parecia uma demente perdida nos caminhos. Mas Clemente sabia como ela era deveras e o sabia em cada partícula de seu ser, na ponta dos dedos e na pele do peito. Quando os dois grupos se encontraram, no começo da viagem, a cor do rosto de Gabriela e de suas pernas era ainda visível e os cabelos rolavam sobre o cangote, espalhando perfume. Ainda agora, através da sujeira a envolvê-la, ele a enxergava como a vira no primeiro dia, encostada numa árvore, o corpo esguio, o rosto sorridente, mordendo uma goiaba.”
AMADO, Jorge. Gabriela, cravo e canela. 1958.
Releia o trecho a seguir.
“A poeira dos caminhos da caatinga a cobrira tão por completo que era impossível distinguir seus traços.”
O pronome ‘seus’ refere-se aos ‘traços’
a) da caatinga.
b) de Gabriela.
c) da mata virgem.
d) dos caminhos.

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Resposta: B.
Resolução:
No trecho “era impossível distinguir seus traços”, o pronome possessivo seus retoma a pessoa que está sendo descrita no período, que é Gabriela. Ou seja, a poeira cobriu tanto o corpo dela que não dava para distinguir os traços do rosto dela.

7) (Vunesp)
Texto para a questão.
Nossas palavras
Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”. Não sei se no universo das pipas, lá fora, ocorrem os mesmos e magníficos embates que se verificam aqui, “cortando e aparando” os adversários.
Outra situação: personagens estão jogando uma “pelada” enquanto outros estão “na grade”. Quem está na grade aguarda o desfecho da partida, para jogar contra o vencedor, certamente porque espera fora do campo, demarcado por uma grade. Vai explicar…
E aqueles dois bebedores eméritos que “bebem de testa” até altas horas? Por aqui, beber de testa é quase um embate para saber quem vai desistir primeiro, empilhando as grades de cerveja ao lado da mesa.
Penso que o uso das gírias — palavras bem locais, quase dialeto, que funcionam na melodia do nosso texto — é parte da nossa criatividade, uma qualidade da literatura brasileira. Quanto a mim, uso pouco, aqui e ali, nossas palavras. Procuro ser econômico. Mesmo assim, vou respondendo aos e-mails. Ele me diz que, enfim, está tudo pronto.
Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”.
O pronome possessivo em — “meu Pará” — atribui ao termo Pará a ideia de que se trata de um lugar
a) desdenhado pelo autor.
b) estimado pelo autor
c) adquirido pelo autor.
d) subjugado pelo autor.
e) abandonado pelo autor.

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Resposta: B.
Resolução:
O uso do pronome possessivo em “meu Pará” não indica posse literal (como se fosse algo de sua propriedade), mas sim uma relação afetiva e de pertencimento. O autor demonstra proximidade, identidade e carinho pelo lugar onde vive ou de onde vem.

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